Como Funcionam os Ninhos dos
Cupins
O ninho de um cupim
recebe o nome de cupinzeiro. Se chover? O ninho protege.
Se vierem predadores? O ninho protege. E contra parasitas?
O ninho também protege. Isso porque a principal função
do ninho é promover segurança contra intempéries
e inimigos. O ninho de um cupim pode ser construído
de diversas maneiras e com diversos materiais, inclusive
fezes. Além da edificação propriamente
dita, eles se valem das fezes para revestir escavações
feitas no solo ou na madeira ou ainda para erigir partições
nas câmaras escavadas. Por vezes ao invés das
fezes, eles podem usar outros materiais como partículas
de solo e matéria orgânica.
Os cupinzeiros podem
ser classificados em duas categorias quanto ao aspecto:
cartonados ou terrosos. Os cartonados são aqueles
feitos principalmente com matéria vegetal rica em
lignina. Recebe esse nome porque lembra a aparência
de papelão. Já os terrosos são aqueles
cuja matéria principal é terra. Há
espécies que variam na composição.
Podem construir o ninho todo com os dois materiais ou ainda
construir parte do ninho com um material e parte com outro.
A criatividade dos
cupins na hora de escolher a estrutura
e o local da construção do ninho é
enorme. Assim, quanto a esse critério, os ninhos
podem ser classificados em:
Ninhos
na madeira
Nos casos em que os cupins constroem seus ninhos
na própria madeira, vê-se uma dupla vantagem.
À medida que vão escavando, eles comem a madeira
e assim aproveitam-na de forma estrutural e nutritiva. As
madeiras podem ser várias: galhos, troncos, etc.
Caso queiram compartimentalizar ou mesmo formar câmaras,
eles constroem separações com uso de fezes.
Ninhos
subterrâneos
São aqueles em que o ninho está completamente
imerso no solo, podendo estar em profundidades variáveis.
Esses ninhos não estão à vista dos
olhos e, portanto, não são percebidos.
Ninhos
difusos
São aqueles em que os ninhos são encontrados
espalhados de maneira difusa. Ora aparecem pelo solo, ora
sob pedras, ora sob troncos. Podem até mesmo ser
encontrados nas paredes de outros cupinzeiros.
Ninhos
epígeos
São aqueles feitos nas superfícies. Eles têm
suas bases fundamentadas nos solos, podendo ainda adentrar
no substrato.
Ninhos arborícolas
Diferentemente do que o nome sugere
um ninho arborícola não é por definição
aquele que está construído sobre uma árvore.
Um ninho arborícola é todo ninho que está
construído sobre algum tipo de suporte, quer seja
ele árvore, quer seja tronco, postes, paredes e etc.
Ninhos
compostos ou policálicos
São ninhos compostos mais de uma subunidade.
Essas são interligadas por meio de túneis.
Vale ainda dizer que ninhos das outras categorias acima
também podem ser chamados de policálicos.
Deve-se ressaltar que
esta classificação é meramente didática,
pois há espécies que apresentam comportamentos
de construção de ninhos que não se
encaixam em uma definição estrita. É
o caso da espécie Anoplotermes pacificus.
O ninho dessa espécie geralmente é epígeo.
Contudo, em regiões alagadas, eles podem edificar
seus ninhos em ápices de samambaiaçus, como
se fosse do tipo arborícola. Outros mudam conforme
à idade da colônia. Em Cornitermes ocorre algo
parecido. Quando a colônia é jovem, o ninho
é tipicamente subterrâneo. À medida
que a colônia cresce o ninho aos poucos sai da parte
subterrânea e a parte superficial tende a se dilatar.