| As
colônias de Cryptotermes são as maiores
dentre os cupins de madeira seca. Mesmo as
maiores alcançam apenas poucos milhares de indivíduos.
É freqüente que colônias inteiras habitem
mobiliários pequenos e que, por este motivo, são
facilmente transportados. Geralmente, estas infestações
não são percebidas a olho nu. A somatória
dessas características faz com que estes cupins tenham
fácil propagação para novas estruturas
e favorece o transporte e introdução da praga
em regiões geográficas até então
livres da infestação.
Eles comem e comem. Mas
quando tudo isso pára? Normalmente, em infestações
prolongadas, quando a maior parte da madeira já foi
consumida, restará apenas uma fina superfície
intacta, quebradiça e, talvez, poucas divisórias
internas. A peça torna-se quase totalmente oca. No
menos cuidadoso toque, tudo desmorona e quebra.
Dentre as espécies
mais importantes, destaca-se Cryptotermes brevis.
Esta é bem representada no Brasil. Da Paraíba
ao Rio Grande do Sul, diversas são as regiões
afetadas por C. brevis. Esta espécie é
estritamente antropófila e nunca foi encontrada em
ambientes naturais, afastadas do convívio do homem
e de suas indústrias. C. brevis gosta tanto
do homem que o extremo acontece nesse caso. Esses cupins só
atacam madeiras protegidas pelo ser humano. Nada de árvores,
nada de madeiras abandonadas: só o mobiliário
e construções.
O que C. brevis
gosta mais de atacar? Preferem construções antigas.
Nestas, o prato cheio são madeiramento estrutural (telhados,
forros, vigamentos, madeiras embutidas nas paredes, paredes
de madeira, pisos e etc.), madeiramento acessório (janelas,
portas, batentes, ripas e etc.), todo o mobiliário
(armários, escrivaninhas, mesas, cadeiras, bancos,
balcões, bancadas, prateleiras, divisórias e
cabides), peças de acervo e bibliotecas (livros, pilhas
de papel, papelão e armários).
Agora, como se sabe se
há infestação de cupins
de madeira seca? Os sinais da infestação
são claros e pode indicar ao leitor que já é
momento de agir no controle contra o cupim. Grânulos
fecais, amontoados abaixo dos orifícios de expulsão
são sinais evidentes. Outras evidências são
orifícios vedados ou encontrar asas espalhadas nos
recintos. Estas asas são de provenientes de indivíduos
reprodutivos. Em último caso, a fragilidade da peça
pode indicar que há cupins dentro dela. Mas aí,
caríssimo leitor, pode ser tarde demais! |