A Organização
Social das Formigas
As formigas,
assim como os cupins, são consideradas eusociais,
Esta eusocialidade está ligada a três características:
(1) sobreposição de gerações-
diferentes gerações convivem lado a lado no
mesmo ninho; (2) cuidado com a prole- cuidado cooperativo
de vários indivíduos para alimentação
e proteção da cria e (3) divisão de
trabalho- alguns indivíduos são especialistas
em reprodução enquanto outros tratam das demais
atividades.
Em um mesmo formigueiro
podem conviver diferentes tipos de formigas,
principalmente rainha e operárias. Os machos aparecem
uma vez por ano e têm basicamente a função
reprodutiva. Dessa forma a população fixa
de uma colônia é composta exclusivamente por
fêmeas.
A rainha é uma
formiga fértil que possui a função
de postura de ovos e é alimentada por operárias.
Em várias espécies a rainha pode viver muitos
anos, enquanto que em outras, como por nas exemplo formigas
domésticas, vivem de 5 a 12 meses. Alguns formigueiros
têm apenas uma única rainha (denominado monogínico).
Já outros possuem várias rainhas (poligínicas).
Em geral, as rainhas das espécies poligínicas
tem longevidade menor do que as demais, ainda que aquelas
compensem produzindo novas rainhas com maior freqüência.
As operárias
são fêmeas estéreis. Elas constroem
e reparam os ninhos, alimentam e limpam a rainha, buscam
água e alimentos além de cuidar da cria em
todos aspectos: alimentação, transporte e
limpeza. Em algumas espécies de formigas
as operárias são idênticas entre si.
Em outras, porém, diferem principalmente quanto ao
tamanho. Dependendo da idade, a operária pode mudar
de atividade. Quando mais jovens, as operárias são
amas da cria, cuidando da prole que formará a nova
geração. Posteriormente, elas tratam de cuidar
das tarefas internas do ninho e, quando mais maduras, ocupam-se
com as atividades externas, sobretudo busca de água
e alimentos e exploração do ambiente.
O início de
uma nova colônia é um evento muito importante
além de muito curioso! Somente as rainhas e os machos
possuem asas. Em determinada época do ano, as rainhas
e os machos voam e, enquanto voam, acasalam-se. Este é
o vôo nupcial. Os machos depositam seus espermatozóides
em um compartimento interno da fêmea denominado espermateca.
Após o vôo nupcial os macho têm pouco
tempo de vida, enquanto que as fêmeas têm um
longo período reservado a elas. Caem no chão
e perdem as asas. O próximo passo nessa aventura
é cavar e achar um local seguro para depositar seus
ovos. Quando a rainha acha, funda um novo formigueiro.
No início, os
ovos que a rainha põe servem para nutrir ela mesma:
são os ovos de alimentação. Depois,
a rainha passa a pôr ovos que vão formar indivíduos
completos: são os ovos de desenvolvimento. Estes
formarão as fêmeas, que são diplóides
(têm um conjunto de DNA completo). Já os óvulos
que não foram fecundados formarão os machos,
que são haplóides (têm metade do conjunto
de DNA). Mas se existem várias fêmeas iguais
no início do desenvolvimento, o que determina qual
delas será a próxima rainha? A resposta é
simples e ao mesmo tempo muito engenhosa por parte da natureza:
a quantidade de alimento disponível na fase larval,
sendo o mediador fisiológico o hormônio juvenil,
que determina essa diferença.