Hábitos
Alimentares das Formigas
A dieta das formigas
varia muito, mas a grande maioria é onívora,
ou seja, podem se alimentar tanto de vegetais quanto animais
ou mesmo de restos de alimentos humanos. No caso das carnívoras,
os principais alvos são animais mortos e secreções
de insetos vivos. Já no caso das herbívoras,
seiva, néctar ou fungos.
O primeiro passo para
uma boa alimentação é a procura de
alimentos, chamada na ecologia de forrageamento. Este é
o papel das operárias. Elas conseguem o alimento
e armazenam em um órgão especializado chamado
papo. Cabe também às operárias a distribuição
(boca a boca) do alimento ao restante dos membros da colônia,
através do comportamento de trofalaxia. Por vezes,
o processo pode ocorrer de forma inversa, passando das larvas
para as operárias. A ciência explica esse fato
através do conhecimento de que algumas larvas possuem
enzimas especiais que conseguem digerir o alimento quando
sólido, enquanto que os outros membros da colônia
só digerem alimentos líquidos. É comum
também que formigas de diferentes
idades tenham diferentes necessidades alimentares: larvas
precisam de dieta rica em proteínas e adultos, rica
em carboidratos.
Quem assistiu ao filme
“Vida de inseto” (da Pixar, 1998) deve se lembrar
da rainha do formigueiro. No filme, ela tem como animal
de estimação um pequenino inseto verde: o
pulgão. Ainda que de uma forma lúdica, o desenho
traz à tona uma complexa interação
ecológica existente entre os dois animais. As formigas
carregam, protegem de inimigos naturais e auxiliam na alimentação
não só pulgões, mas também cochonilhas
e cigarrinhas. Em troca, obtém desses animais uma
secreção adocicada e rica em aminoácidos:
o honeydew. Assim, para ambos há um favorecimento
da relação no que toca ao custo/benefício
da mesma.
As formigas
residenciais se alimentam basicamente de
restos de alimentos humanos. Bolos, açúcares,
cereais, entre outros, são pratos cheios para a chegada
das visitantes. Com isso o homem acaba por afetar significativamente
a oferta alimentação dessas formigas, que,
por sua vez, entram em um processo de desequilíbrio
ecológico, aumentando significativamente sua população
e, consequentemente, originando o que o ser humano chama
de praga.