| Periplaneta
americana (barata vermelha, barata americana,
barata grande, barata de esgoto): considerada grande, essa
barata mede de 2,8 a 4 cm. É bastante brilhante e de
coloração castanho-avermelhada; seu pronoto
é escuro, circundado por um anel amarelo. As tégminas
são bem desenvolvidas e cobrem todo o abdome nas fêmeas
ou são maiores que o abdome nos machos. É a
espécie mais abundante em São Paulo.
Blattella
germanica (barata
pequena, baratinha, barata alemã, francesinha, paulistinha,
barata de cozinha ou de madeira): é uma barata pequena
e mede de 1-1,4 cm. A característica mais marcante
talvez seja o pronoto com 2 faixas longitudinais escuras.
As tégminas nas fêmeas cobrem todo o abdome,
mas são mais curtas nos machos. São animais
muito freqüentes em cozinhas e restaurantes.
Pycnoscelus
surinamensis
(barata do Suriname): animal médio, medindo de
2 a 2,4cm. É brilhante, de cor castanho-escura a preta.
As tégminas cobrem todo o abdome. É semidoméstica,
ou seja, pode ser encontrada tanto em ambiente natural como
doméstico.
Periplaneta
australasiae
(barata australiana): é muito parecida com a Periplaneta
americana. Também é grande, medindo de 2,3 a
3,5 cm, é castanho-escuras a castanho-avermelhada.
As tégminas cobrem a extremidade do abdome e possuem
uma faixa amarela próxima à borda.
Leucophaea
maderae (barata cascuda ou barata grande
dos armazéns): também é uma espécie
semidoméstica. Considerada a mais repulsiva, é
uma barata grande, medindo de 4 a 5 cm, tem coloração
cinzenta ou pardacenta e duas faixas castanho-escuras na área
basal das tégminas.
Supella supellectilium:
barata pequena, de 1 a 1,6 cm, de coloração
variável. As tégminas cobrem quase todo o abdome
nas fêmeas e vão além dele nos machos.
É muito parecida com a Blattella germanica.
Blatta
orientalis
(barata oriental): de tamanho médio, mede de 2
a 2,4 cm e tem coloração castanho-avermelhada
escura a preta. As tégminas são mais desenvolvidas
nos machos que nas fêmeas mas ainda não atingem
a extremidade do abdome. Nas fêmeas, as tégminas
são muito curtas.
Periplaneta
brunnea (barata-parda):
sua coloração é muito parecida à
da barata americana. É grande, medindo de 3,1 a 3,7
cm. As tégminas são longas, mas não tanto
quanto o abdome.
Internamente, as baratas
são insetos típicos, característica que
inclusive as posiciona como modelos em diversas pesquisas
e estudos. Em laboratório, elas também são
bastante utilizadas como alimento para escorpiões,
aranhas e outros animais por sua riqueza em proteínas
e nutrientes.
A respiração
das baratas se dá por meio de espiráculos,
que são aberturas ao longo dos dois lados do abdome
por onde o ar pode entrar e sair. O ar então é
encaminhado para traquéias que se ramificam e perdem
diâmetro, alcançando os tecidos. Nesse ponto
é possível haver o abastecimento das células
com oxigênio. O conhecimento da respiração
das baratas é bastante importante para o desenvolvimento
de inseticidas.
A digestão desses
insetos ocorre parte externamente e parte internamente: ao
encontrar o alimento, eles secretam enzimas digestivas; a
pasta resultante é engolida e percorre o trato digestivo.
O sistema circulatório
das baratas é bastante diferente do
que conhecemos em mamíferos. Providas de apenas um
vaso sangüíneo, o vaso dorsal, elas possuem circulação
aberta. Dessa forma, o líquido que está banhando
as vísceras entra pela parte de trás desse vaso
ou por pequenos orifícios chamados óstios e
sai pela parte da frente, banhando o interior da cabeça.
Esse vaso dorsal pode também ser chamado de coração,
porque é ele que bombeia a hemolinfa (o “sangue”
dos insetos) de trás para frente do corpo.
O sistema nervoso é
formado por gânglios nas baratas. Apesar
delas possuírem um cérebro na cabeça
que comanda, por exemplo, as funções das antenas,
das partes da boca, entre outras, elas também possuem
glânglios no tórax e no abdome que direcionam
funções muito importantes também, como
batimento das asas, funcionamento do trato digestivo, etc. |