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  Barata
 

Como a Barata se Reproduz

Apesar de não serem tratadas com tal, as baratas são seres vivos e fazem parte de uma grande população, que vem sendo pisoteada, envenenada e odiada pela humanidade. E, como seres viventes, elas nascem, crescem, se reproduzem e, apesar da morte ser muitas vezes longa e difícil, elas morrem, completando um ciclo de vida básico. O modo de passar por essas etapas é, no entanto, realizado de forma particular, ao “estilo da barata”.

Acasalamento:

As baratas adultas são divididas em machos, que possuem órgãos reprodutivos masculinos e produzem espermatozóides, e fêmeas, que produzem óvulos nos ovaríolos. Até aqui não há novidades.

Quando em período reprodutivo, as fêmeas liberam um odor, chamado de feromônio sexual, que atrai machos. Ocorre, então, uma intensa antenação no encontro do casal, ou seja, as baratas se tocam com suas antenas. O macho expõe uma glândula localizada na superfície dorsal do abdome, que secreta uma substância da qual a fêmea se alimenta. Enquanto a fêmea sobe no macho para se alimentar da substância, por baixo o macho tenta introduzir a sua genitália na fêmea, para iniciar a cópula. Quando ambos estão ligados pelas genitálias, o macho vira-se e assume uma posição oposta à da fêmea e as extremidades dos abdomens se mantém unidas. A cópula pode durar uma hora ou mais, e durante este processo o macho transfere o espermatóforo, estrutura que contém os espermatozóides, para a fêmea. Os espermatozóides são armazenados na espermateca da fêmea, ficando ativos por um longo período.

Em algumas baratas, como a Pycnoscelus surinamensis (barata do Suriname), pode ocorrer reprodução assexuada, por partenogênese. Isso quer dizer que as fêmeas, sem ter contato com machos, produzem novos indivíduos: seus óvulos não fecundados se desenvolvem e produzem novas fêmeas. Esse tipo de reprodução é muito eficiente para o aumento da população de uma determinada espécie. Quando em condições ambientais também favoráveis, pode até haver um aumento exagerado, dificultando seu controle pelos homens. No caso da barata do Suriname, existem machos na população, apesar de serem muito raros, o que indica que pode haver também a reprodução sexuada.

Produção e deposição de ovos:

Da fecundação de um óvulo por um espermatozóide, forma-se um ovo, que é alongado e visível a olho nu. Os ovos ficam dispostos em 2 fileiras na ooteca, como balas em uma cartucheira. As ootecas, popularmente conhecidas como estojos, variam em forma, tamanho e número de ovos entre as espécies e dentro de uma mesma espécie. Como regra, antes de largar a ooteca em um local, a fêmea carrega-a presa na extremidade do abdome por horas ou dias. A princípio, a ooteca é esbranquiçada e mole e torna-se, com o tempo, dura e amarronzada.

 
Figura 3. Ootecas de barata
 
Eclosão das ninfas e crescimento:

Dos ovos maduros nascem as ninfas, que rompem a ooteca trabalhando juntas. Chamam-se ninfas aos jovens dos insetos paurometábolos. Ou seja, quando de um ovo de inseto nasce um jovem que é muito parecido com o adulto, mas possui algumas diferenças como cor distinta e ausência de asas,além de ser imaturo sexualmente, este jovem é chamado ninfa. Como os insetos possuem uma capa dura de quitina, o exoesqueleto, eles não podem crescer sem trocar essa capa, ou seja, fazer uma ecdise (mudas). As ninfas, portanto, sofrem ecdises e crescem. Se você já viu a chamada “barata albina” você flagrou uma ninfa justamente após uma ecdise, ainda enrijecendo o novo exoesqueleto (Figura 4). Nas últimas mudas começam a surgir asinhas curtas pouco desenvolvidas, as tecas alares. Depois da última muda a barata é adulta, as asas estão completamente crescidas e ela está pronta para a reprodução. A esse tipo de desenvolvimento, envolvendo as fases de ovo, ninfas e adulto, chama-se paurometabolia.

 
Figura 4. Barata logo após a ecdise
 
Alguns detalhes do desenvolvimento das baratas são distintos para as diferentes espécies. Seguem algumas particularidades das principais baratas brasileiras: a barata alemã (Blattella germanica) e a barata americana (Periplaneta americana).

B. germanica: possui ciclo de vida mais curto e mais rápido que a barata americana e é também mais resistente a inseticidas. A fêmea pode depositar de 4 a 8 ootecas durante sua vida, as quais medem 8x3 mm e têm de 30 a 40 ovos, em média. O número de ovos tende a diminuir ao longo da vida da fêmea. A ooteca é mantida presa na extremidade do abdômen até que o desenvolvimento embrionário esteja quase terminado. O período de incubação depende da temperatura e umidade, mas em geral dura cerca de 14 dias. A fêmea pode ajudar as ninfas a saírem do estojo (ooteca). Estas que passam por cerca de 6 a 7 estádios ninfais, ou seja, sofrem de 6 a 7 ecdises até atingirem o estágio adulto..

P. americana: costumam por suas ootecas em cantos ou fendas escuras e protegidas. Os estojos possuem número variável de ovos (geralmente 16), 8x5 mm e são carregados pela fêmea apenas 1 dia depois de formados até ela achar um lugar adequado para sua deposição. As ootecas podem ser enterradas, cobertas com pedacinhos de papel, etc. O intervalo entre a deposição de uma ooteca e outra é de 1 semana. O período de incubação também depende de temperatura e umidade. As ninfas nascem ao mesmo tempo e forçam a abertura do estojo, que se abre em 2 metades. Ocorrem de 9 a 13 ecdises durante o desenvolvimento imaturo.