Métodos de Controle (Descupinização)
O leitor percebeu que,
até agora, foram colocados os principais modos e
formas de vida dos cupins. Como se alimentam e como habitam.
Foram destacados também os pontos que afetam a vida
humana, ou seja, como o cupim é como uma praga urbana.
Mas como controlar as infestações indesejadas?
Como conter o crescimento e eliminar a colônia dos
cupins? Para tanto, quase sempre, existem dois métodos
para se controlar: controle químico ou controle não
químico.
Controle de cupins de madeira seca
Esses tipos de cupins
ocorrem em peças isoladas. Tendo isso em mente, algumas
medidas podem ser adotadas para previnir a infestação.
Uma delas é evitar a entrada de indivíduos
alados dentro de casa. Isso se faz com o uso de telas em
janelas. Armadilhas também são bastante recomendadas.
Vale ressaltar que o uso de madeiras com resistência
natural a cupins (peroba, ipê, maçaranduba
e aroeira) bem como uso de madeiras pré-tratadas
com processos industriais evitam a infestação
por cupins. E quando o material do leitor
já esta infestado?
Uma saída para
infestações moderadas é o uso de produtos
químicos. A infestação moderada é
caracterizada pela presença de perfurações
circulares por toda extensão da peça. Através
destas perfurações é eliminado um pó
granuloso, que são as fezes dos cupins.
Dois métodos químicos são bem eficientes:
o expurgo e a impregnação.
O expurgo consiste
na aplicação de gases tóxicos que adentram
na peça. Estes gases são suficientes para
matar os cupins e não deixam resíduo,
ou seja, sua ação não é duradoura.
Para tanto são construídas câmaras onde
o gás é aplicado e a essas câmaras chamam-se
câmaras de expurgo. O gás mais mais utilizado
é o fosfeto de alumínio. Maior cuidado deve
ser tomado com o fosfeto de alumínio, também
chamado de fosfina, pois é explosivo. Vale dizer
que no Brasil essa técnica não licenciada.
Outro método
químico é a impregnação com
produtos químicos sintéticos. Esta pode ser
tanto de maneira superficial quanto por tratamento interno.
O tratamento superficial também pode ser preventivo
e é feito por meio de pulverização
ou pincelamento de inseticida no material. A imersão
também é uma medida eficiente, sendo três
minutos de imersão suficientes para o tratamento
devido. Já o tratamento interno é aquele no
qual injeções periódicas de produtos
químicos inseticidas são realizadas dentro
do material. Primeiro devem-se fazer furos com brocas ou
aproveitar os orifícios dos cupins.
Após isso, o produto químico é injetado.
Alternativamente ao uso de produtos químicos há
tratamento térmico (elevação da temperatura
a cerca de 66 ºC, que mata os cupins) ou tratamento
elétrico (descarga de choques elétricos na
peça alvo).
Controle de cupins subterrâneos
O que fazer quando
o ninho de cupins é subterrâneo e está
dentro de casa? Calma, leitor. Não se desespere.
Para tudo há saída. O grande destaque é
para alguns métodos também são preventivos.
Grande parte desses
métodos preventivos pode ser feito nos momentos antes
da construção da residência. Desde remover
todas as raízes e tocos de árvores, restos
de madeira ou material celulósico até planejar
a casa de modo a evitar pontos de umidade que favoreçam
o aparecimento de cupins. Os métodos
preventivos são mais baratos e menos danosos ao meio
ambiente. O monitoramento da área em questão
é muito importante e barreiras químicas podem
ser feitas nas bases das estruturas como paredes e pilares.
Assim, quando o cupim tentar subir, será barrado
pelo inseticida e não nidificará.
E se já houver
infestação? As medidas curativas entram em
jogo. Uma delas é simples: remover o ninho sempre
que for possível. As madeiras do local da infestação
podem ser tratadas com produtos químicos. Outro tratamento
muito utilizado é a barreira química curativa.
Esse tratamento nada mais é do que a perfuração
das paredes até atingir o solo e em seqüência
fazer a aplicação de produtos químicos
neste furos. Com esse procedimento é realizada uma
barreira química, contínua no solo, que deverá
evitar o acesso dos cupins à edificação.
A vantagem é que o tratamento é imediato e
possui efeito residual. As desvantagens são que há
o risco de contaminação ao meio ambiente,
a barreira não previne contra infestações
aéreas, a colônia nunca á totalmente
eliminada e, ainda que com resíduos, o produto químico
tem um tempo determinado para degradação.
O uso de iscas é
outra medida curativa. Em geral, as iscas são componentes
celulósicos com substância ativa com ação
inseticida. A isca atrai os operários, que levam
o produto a toda a colônia. Lembrando-se da trofolaxia.
Assim, uma característica essencial para a substância
da isca é que ela não se degrade até
que toda a colônia tenha comido o veneno. Então,
a vantagem é que toda colônia pode ser eliminada,
além de não haver danos ao meio ambiente.
As desvantagens são que as iscas não têm
efeito imediato, mas demoram certo tempo, além de
não possuírem nenhum efeito residual.
Quando há infestação
por cupins em gramado, uma tática
boa é a constante renovação do gramado.
Caso o ninho esteja visível ou em montículos,
destrua-o. Em não surtindo efeito, o controle químico
também é eficiente. Aplicam-se inseticidas
nos olheiros, que estão em contato direto com a colônia.
Muitas vezes o acesso à colônia é difícil,
pois é subterrâneo.
Controle de cupins arborícolas
O melhor a fazer se
houver uma infestação por ninhos arborícolas
é localizar e retirar mecanicamente o ninho. Alguns
casos requerem aplicação de inseticida, provavelmente
porque os cupins já se disseminaram
para outras regiões. Os ninhos compostos e a presença
de várias rainhas em uma mesma colônia dificultam
bastante o controle, ainda que não o inviabilizem.