Detalhes da Biologia
dos Morcegos
A principal característica
dos morcegos é justamente a que dá o nome
ao grupo. A mão transformada em asa, que lhes possibilita
o vôo verdadeiro.
Essa modificação
pode ser mais bem entendida se compararmos os ossos das
asas do morcego com os ossos da mão de outro mamífero.
Os ossos do metacarpo são o conjunto de ossos entre
os do carpo, a base da mão, e as falanges, que são
os ossos dos dedos. Nos morcegos os ossos do metacarpo e
também o segundo e quinto dedo dos membros anteriores,
ou seja, das mãos, são alongados e entre eles
existe uma membrana. Essa membrana se estende dos dedos
até o lateral do corpo e a base dos membros inferiores
e é chamada de patágio. Enquanto os ossos
dão estrutura às asas, a membrana garante
que sua função de vôo seja bem executada.
Algumas espécies
possuem também o uropatágio, uma membrana
entre os membros posteriores e também a cauda, o
que garante asas de maior área e, portanto, mais
fortes.
O patágio é
um tecido ricamente vascularizado, o que permite que a asas
dos morcegos participem de outras funções
que não só o vôo. No frio, os morcegos
se cobrem com as próprias asas numa tentativa de
esquentar o corpo e conservar o próprio calor. Já
em épocas quentes, os morcegos estendem as asas,
permitindo maior troca de calor com o ambiente, amainando
um pouco a sensação térmica.
As garras são
mais freqüentemente observadas no polegar das mãos
e nos membros posteriores. Assim, as patas posteriores são
mais usadas para a manipulação de objetos
e para que o animal se agarre a galhos e saliências.
Embora as asas sejam
ideais para o vôo, acabam por atrapalhar bastante
a movimentação em solo, de maneira que esses
animais tornam-se extremamente vulneráveis se tiverem
seu vôo prejudicado. O morcego-vampiro, uma das poucas
espécies hematófagas, é uma das raras
espécies que apresentam mais desenvoltura para se
locomover no solo.
Outra característica
tida como geral para os morcegos é seu horário
de atividade. No pôr-do-sol os morcegos começam
a sair de seus abrigos e são bastante ativos durante
a noite. Há pouquíssimos registros de morcegos
em atividade diurna, exceto para as raposas voadoras que
podem ser observadas com relativa freqüência
em atividade durante o dia.
De maneira geral, existem
poucos predadores de morcegos, dada principalmente sua agilidade
em fugir de caçadores. Algumas corujas e falcões
podem eventualmente caçar os morcego, mas são
mais freqüentes espécies de morcegos que caçam
outras espécies menores. Em áreas urbanas
é comum que gatos tentem caçá-los,
principalmente no momento em que estão entrando ou
saindo de deus abrigos.
Assim, os piores inimigos
dos morcegos acabam sendo seus próprios parasitas.
É comum encontrar carrapatos e pulgas alojados na
região das asas, principalmente em função
da boa vascularização e delicadeza do tegumento.