O que fazer se
um morcego aparecer em casa?
A maioria dos morcegos
que entra em nossas casas vai parar lá por acidente.
Costumam ser filhotes em busca de alimento, água
ou refúgio. Não necessariamente você
encontrará o morcego propriamente dito, mas sim alguns
sinais de sua presença. Como marcas e, principalmente,
fezes.
Mas, caso tenha um
encontro direto com o animal em local fechado, tente ficar
calmo. Se o animal estiver voando, muito provavelmente encontrará
a saída sozinho. Acenda luzes para que o animal sinta-se
incomodado e queira sair o quanto antes e possa enxergar
as opções de saída. Feche as portas
e janelas que permitam a entrada do animal em outro cômodo
da casa e abra janelas e portas que permitam sua saída.
Evite provocar o animal ou tentar capturá-lo. A melhor
opção e deixar que ele vá embora sozinho,
sem causar alarme.
Se o animal estiver
machucado, incapaz de voar ou morto você terá
que providenciar a sua retirada. Lembre-se de evitar o contato
direto. Tente colocar um pote plástico sobre este
e coloque um papelão devagar entre o balde e o chão
para depois virar lentamente o pote. Se achar necessário
solicite a assistência do Centro de Controle de Zoonoses,
ou outro órgão equivalente, de sua região.
Mas, o problema que
mais incomoda as pessoas na verdade não são
encontros casuais com esses animais, mas sim quando percebe-se
que um bando de morcegos se instalou em sua casa.
Em regiões urbanas,
os morcegos mais comuns são os insetívoros,
que se alojam com bastante freqüência em edificações.
Falhas na construção ou detalhes arquitetônicos,
como fendas e frestas costumam dar abertura para a instalação
dos bandos.
É importante
verificar telhados, forros sótãos e quaisquer
tipos de vão com freqüência. E tentar
manter esses locais inacessíveis para entrada de
animais. Não só morcegos, mas também
ratos, pombos e outros. Telas de nylon costumam ser bastante
eficientes.
Para saber por onde
os morcegos estão entrando e saindo, procure observara
movimentação perto do horário do pôr-do-sol,
quando eles iniciam suas atividades.
Uma estratégia
interessante, no caso de telhados, é colocar algumas
telhas de vidro, que permitiram a entrada de luz durante
o dia, de maneira que o ambiente torna-se impróprio
para o refúgio dos morcegos.
Se o bando já
está instalado, pertubá-los pode ser uma boa
estratégia. Não fique muito próximo,
mas ligue um som e acenda luzes perto do abrigo durante
o dia, no horário em que esses animais devem estar
dormindo. Naturalmente eles preferem um local calmo para
seu repouso. Se o abrigo deixar de apresentar algumas características
básicas para seu conforto, o bando abandonará
a área.
Outra idéia
que funciona, é instalar linhas e faixas perto a
região de entrada do abrigo. A dificuldade em voar
na região de entrada também poderá
motivar o bando a se mudar.
Caso essas medidas
não funcionem, tem-se a opção de adotar
estratégias mais severas, com uso de repelentes químicos
e contratação de serviços especializados.
Importante!
Não toque um
morcego com as mãos. Ele poderá mordê-lo,
independente do tamanho que apresentar, se é ou não
hematófago.
Além disso não
esqueça que os Chiroptera por serem da fauna nativa
são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais e desta
forma só poderão ser controlados por pessoas
ou órgãos devidamente autorizados.
Mas se o contato
for inevitável?
É bastante raro
o morcego atacar. Mas caso aconteça em primeiro lugar,
mantenha a calma! Em áreas urbanas as chances de
ser um morcego hematófago é baixa!
Além disso,
a mordida de morcego hematófago ao se alimentar é
muito característica. A pele é arrancada com
os incisivos e caninos e há sangramento intenso.
O ferimento é muito diferente da mordida de morcegos
não hematófagos que em geral são mais
delicadas, apenas alguns furinhos na pele, com pouco sangramento.
De qualquer forma,
ao ser constatada a mordedura de morcego, hematófago
ou não, siga os passos básicos a seguir:
Lave imediatamente o ferimento com água e sabão.
Procure o Serviço de Saúde mais próximo.
Se possível capturar o animal, não o mate!
Observá-lo por alguns dias poderá responder
se ele está ou não infectado com o vírus
da raiva.
Depois de receber as instruções médicas,
siga-as rigorosamente!
Mesmo que ninguém tenha sido mordido, mas um animal
capturado apresentar comportamento diferente, não
o mate e procure o
Serviço de Saúde.