twitter dedetização  
 
dedetizadora
ibaraki
dedetização
desratização
descupinização
desentupimento
pragas urbanas
contato
   
  Pombo
 

Pombo Doméstico (Columba livia)

O pombo comum (Columba livia) é também conhecido como pombo doméstico. Porém, esta espécie tem várias subespécies, que se diferenciam através de características como comportamento, morfologia, entre outras. Mas, apesar de divergirem em alguns aspectos, são intercruzantes, ou seja, podem se acasalar e gerar descendentes férteis.

As subespécies mais conhecidas são Columba livia f. urbana, denominada de pombos das cidades ou pombos urbanos; e C. livia f. domestica, que são os pombos domésticos, os quais tem vários tipos: pombos –correio, pombos de lazer e pombos de carne. Além destes há os pombos bravos com as seguintes subespecies: C. livia livia, C. livia lividor, C. livia affinis, C. livia butlen, C. livia canariensis, C. livia dakhlac, C. livia gaddi, C. livia gymnoculus, C. livia intermedia, C. livia neglecta livia, C. livia nigricans, C. livia palaestina, C. livia rupestris e C. livia targia.

 
 

O pombo doméstico chegou de navio!

No Brasil, o pombo é considerado uma espécie exótica, ou seja, é um animal que veio de algum outro lugar para cá, onde se adaptou e estabeleceu.

Os primeiros pombos chegaram às Américas no período de colonização, vindos nos navios dos primeiros europeus que chegavam aqui. Isso mesmo! Acredita-se que os pombos tenham chegado em diversos pontos e datas diferentes, mas o primeiro registro dessa ave no nosso continente é do ano de 1606! A porta de entrada teria sido a a província de Nova Escócia, no Canadá.

Na época da colonização, os pombos já eram uma espécie bastante habituada a viver junto do homem nos centro urbanos na Europa. Alguns pombos foram trazidos para serem usados como meio de comunicação, outros acabavam indo junto das expedições para o Novo Mundo, pois os navios serviam como abrigo para pequenos bandos destas aves, que se tornaram acompanhantes das tripulações durante os meses de travessia do oceano.

Chegando em terra firme, esses bandos de pombos não tiveram dificuldade em se estabelecer nas novas terras, pois, novamente, com o homem por perto, alterando o ambiente e oferecendo condições para sua alimentação e nidificação, eles tinham totais condições para sobreviverem.

A história dos pombos antes de chegarem à terras brasileiras

Para contar um pouco mais da história dos pombos vamos voltar à época que antecedia a chegada dos europeus ao continente americanos. Neste período o pombo doméstico era mais conhecido como pombo da rocha, pois era frequentemente encontrado junto a penhascos e rochas na região litorânea de toda a Europa, principalmente Inglaterra e Portugal.

O pombo da rocha na verdade é o mesmo animal que o pombo doméstico ou pombo comum. São apenas nomes diferentes que as pessoas usam para se referir a mesma espécie (Columba livia) em diferentes épocas e locais.
Embora o pombo da rocha fosse uma ave bem estabelecida em seu ambiente natural, este animal já demonstrava uma enorme capacidade de se adaptar ao ambiente ao redor do homem. Nas cidades seus predadores estavam ausentes e o alimento era abundante, muitas vezes fornecido pela própria população humana.

Assim, o pombo foi aos poucos se aproximando e instalando nos ambientes urbanos, com crescimento populacional expressivo. O homem se acostumava à companhia dessa ave e até mesmo veio a usa-las em tarefas domésticas.

Mas desde quando o homem começou a prestar atenção nos pombos?

Você deve ter notado que a história dos pombos com o homem é muito antiga. Mais antiga do que está pensando na verdade. Alguns cientistas argumentam que o pombo foi uma das primeiras aves a serem domesticadas. Há registros em pinturas desta ave na Mesopotâmia que datam de 4.500 a.C.

A característica que sempre chamou a atenção dos pombos e fez com o homem criasse o hábito de conviver com esse animal e até mesmo o admirasse, é a incrível habilidade que pombos têm de voltar para casa! Este comportamento de encontrar o caminho de regresso é chamado “homing”, e é particularmente estudado nestas aves, que conseguem percorrer centenas de quilômetros e ainda assim voltar ao lugar de onde partiram.

Essa habilidade tão logo foi percebida, despertou o interesse humano. O objetivo era de transportar mensagens de natureza militar, administrativa ou comercial. Foi um pombo, por exemplo, que transportou a notícia do desfecho da batalha de Waterloo, um combate decisivo que determinou o fim do império napoleónico, após vinte e três anos de guerra entre a França e outros países europeus.

O pombo-correio é o produto final de um processo de seleção artificial feito desde que surgiu o interesse de domesticar animais com máxima capacidade de voltar pra casa o mais rápido possível. Essa brincadeira virou até esporte. É a columbofilia, que surgiu na Bélgica, nos meados do século XIX.

Pombos celebridades

Como em todo esporte, alguns atletas se destacam, e viram verdadeiras celebridades entre os columbófilos, os criadores de pombos-correio. Alguns chegam a velocidades de até 87 a 102 km/h, em distâncias que podem chegar a pouco mais de 1.200 quilômetros.

O pombo-correio, embora da mesma espécie que o pombo comum, não é um qualquer. Como toda celebridade, tem que ser um indivíduo especial e treinado. Duas características principais foram selecionadas para este pombo: a capacidade de orientação e um porte atlético. Desta forma, o pombo-correio destaca-se por características como: vivacidade; velocidade de vôo; penas abundantes, brilhantes e de elevado coeficiente aerodinâmico; rabo sempre fechado quando em vôo; pescoço, fortemente implantado e esguio; grande resistência à fadiga.

Diferente dos pombos de rua, a reprodução dos pombos-correio é controlada por seus criadores e sempre registrados por seus clubes!

No Brasil, em 2007 estimava-se uma população de pouco mais de 110 mil pombos-correio nascidos em território nacional.

Qual a diferença do pombo-correio para o pombo urbano?

Como já foi dito, ambos pertencem à mesma espécie, mas vivem em condições completamente diferentes. Estas acabam por propiciar a característica morfológicas e comportamentais também bastante diferentes. Resumindo pode-se dizer que os pombos-correio nada mais são que pombos urbanos muito bem cuidados e treinados.

Em termos de característica físicas há grande diferenças entre eles. Os pombos-correio possuem uma plumagem perfeita e limpa e uma estrutura muscular imponente, obtida através de treinos e uma dieta balanceada, oferecida e cuidada pelos criadores. Já os pombos de rua não são tão bem tratados e ficam sujeitos às condições do ambinete em que vivem, as quais nem sempre são muito favoráveis, Desta forma podem apresentar plumagem deteriorada e apresentar um porte físico é bastante variado, já que este é condicionado basicamente pelo acesso à alimentação. Os que residem em áreas de baixa oferta de alimento são visivelmente fraquinhos. Já os que tem acesso a alimentos em fartura podem comer tanto que se tornam quase obesos!

Os pombos-correio são registrados e rastreados por uma unidade federativa. Já os pombos de rua, possuem uma reprodução descontrolada.

Justamente devido à ampla oferta de alimentos e abrigos em alguns lugares, os bandos de pombos podem se tornar um problema para saúde e preservação do patrimônio.